Morte de ex-delegado: oito denunciados por homicídio qualificado em praia grande

Oito pessoas foram formalmente denunciadas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) em conexão com a execução do ex-delegado geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes. O crime ocorreu em Praia Grande, no dia 15 de setembro. Na época, Ferraz ocupava o cargo de secretário da Administração da prefeitura local.

A denúncia, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), imputa aos acusados os crimes de homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, favorecimento pessoal e participação em organização criminosa armada.

As investigações da Polícia Civil apontam que os denunciados planejaram e executaram a vítima, que atuou por mais de 40 anos na instituição. O ex-delegado era alvo de uma ordem emitida por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), em razão de sua atuação contra a facção. Um dos envolvidos morreu durante as investigações, em uma tentativa de prisão.

O jornalista Josmar Jozino da Silva noticiou que, segundo o inquérito, a esposa do ex-delegado declarou à Polícia Civil que Ferraz estava nervoso e preocupado com uma licitação envolvendo a Secretaria de Planejamento, nos dias que antecederam o crime.

Segundo o MPSP, o PCC iniciou o planejamento da ação em março, com o furto de veículos, aquisição de armamentos e a definição de imóveis na Baixada Santista para apoio logístico. O crime foi praticado com o uso de armas de fogo de uso restrito e resultou em duas tentativas de homicídio contra pessoas que passavam pelo local e foram atingidas por disparos.

No dia do crime, os executores esperaram a vítima na saída da prefeitura de Praia Grande e efetuaram diversos disparos de fuzil. Após a execução, os criminosos incendiaram um dos veículos utilizados e fugiram.


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