Pf desmantela esquema de ataques ddos contra órgãos estratégicos

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta quarta-feira com o objetivo de desarticular um grupo especializado na oferta de serviços ilegais de ataques de negação de serviços distribuídos (DDoS) sob demanda. Os serviços, conhecidos como booters e stressers, representam uma ameaça à segurança de redes e sistemas.

Ataques DDoS consistem em tentativas maliciosas de interromper o fluxo normal de tráfego de um servidor, serviço ou rede. Essa interrupção é causada pela sobrecarga, com um volume massivo de tráfego de internet originado de diversas fontes. O objetivo é tornar o alvo inacessível para usuários legítimos, inundando-o com dados até que ele fique indisponível. As consequências desses ataques podem ser graves, incluindo a interrupção de operações, perdas financeiras, roubo de dados e danos à reputação de empresas e instituições.

A operação, batizada de Power OFFcom, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão temporária. As ações foram realizadas nas cidades de São Paulo e São Caetano do Sul, ambas no estado de São Paulo, Rio de Janeiro, capital do estado homônimo, e Tubarão, em Santa Catarina.

Os alvos da operação são os administradores das plataformas ilegais que oferecem os serviços de ataque, bem como os usuários que contrataram esses serviços para realizar ataques contra sistemas de alta relevância.

As investigações, que contaram com o apoio do FBI (Federal Bureau of Investigation), revelaram que as plataformas ilegais permitem que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico especializado, contrate ataques DDoS mediante pagamento. Os serviços são hospedados em servidores de nuvem distribuídos em diversos países, o que permite que sejam utilizados por agentes em escala mundial.

A Polícia Federal informou que, entre os ataques atribuídos aos usuários dessas plataformas, estão ofensivas contra órgãos estratégicos brasileiros. Entre eles, a Polícia Federal (em 2020), o Serpro, a Dataprev e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro (em 2018).


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